
Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre 500 anos de Camões
MANDA-ME AMOR CAMÕES E OUTROS AFINS Mais do que um livro de 537 páginas, estamos perante um álbum pois além de diversos capítulos (5 na I Parte e 9 na II) surge um apêndice com poemas de António Gedeão, Bocage e Sophia de Mello Breyner e 32 páginas com ilustrações a cores e a preto e branco que abrem com o célebre retrato de Luís de Camões por Fernão Gomes. A edição é da COSMOS, tem prefácio de José Jorge Letria e apoios da Sociedade Portuguesa de Autores, Jornal Correio do Ribatejo, Jornal Mais Ribatejo, Assembleia da República, Centro de Investigação Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, Município de Santarém e Comissão Nacional das Comemorações Nacionais do V Centenário do nascimento de Camões. Os autores já em 2024 tinham assinado um livro em conjunto com o título de «Camões: Altos Cumes, Scabelicastro e correlatos». Vítor Serrão é especialista em História de Arte, Património e Teoria da Arte. É um catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mário Rui Silvestre é historiógrafo, contista, romancista e poeta. Referimos apenas dois aspectos de um livro com mais de quinhentas páginas. Na primeira parte é chamada a atenção do leitor para o grupo de poetas que conviveu com Camões na aldeia de Vaqueiros: D. Manuel de Portugal, Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz. E conclui: «a obra do vate é um mundo infindo, um remoinho que atrai, encanta, ofusca e conduz a novos labirintos e estranhas paisagens». Mais do que a vida e o tempo de Luís de Camões este livro-álbum revela a vida e o tempo de Portugal entre 1524 e 1580. A segunda parte refere nas páginas 255 e 256 os autores que tiveram problemas com s Censura – Bernardim Ribeiro, Jorge de Montemor, Gil Vicente, Lopo de Sousa Coutinho, Jerónimo Corte Real e Jerónimo Osório que se viu obrigado a imprimir o seu livro em Veneza.
Jose do Carmo Francisco, escritor
