Cânticos do Mesmo Sal: a poesia de José do Carmo Francisco

Canção breve nº 15 para Luisinha


No Beco dos Agulheiros
Era o meu lugar-comum
Eu tive alguns Roteiros
Hoje não tenho nenhum.
Tua voz era a bandeira
Duma hoste anunciada
Era a guerra verdadeira
E ninguém dava por nada.

Canção breve nº 16 para Luisinha


Luisinha tão Luisinha
Princesa de Santarém
Não é princesa é rainha
No reino de ninguém.
Memo sem Casa Real
Ou era de Monarquia
No regime de Portugal
Ela é a Ordem do Dia.

Canção breve nº 17 para Luisinha


Clio, sendo Musa da História
Tem na mão um pergaminho
Entre o Tempo e a Memória
Uma Lenda não tem caminho.
Eu entre um facto e um mito
Entre um sonho e uma paixão
Mas numa coisa eu acredito
Aqui a Morte não tem razão.

Canção breve nº 18 para Luisinha


Musa da História, Luísa
Passa de livro na mão
A Coragem é precisa
Na Esperança da Razão.
Linha esquerda ou direita
Do Rio que tudo inunda
A Porta do Sol é estreita
Mas a visão é profunda.


José do Carmo Francisco, poeta

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