Nota de leitura por José do Carmo Francisco

MEDITAÇÕES – MARCO AURÉLIO

Com o subtítulo de «Um guia clássico do Estoicismo para os desafios de hoje», este livro de 215 páginas (Editora Ideias de Ler, tradução de Carla Ribeiro, capa de Leonardo Froes) integra doze livros deste Imperador Romano que viveu entre os anos 121 e 180 depois de Cristo. Ainda hoje conhecido e reconhecido como um excelente administrador e um dos maiores líderes políticos da História, Marco Aurélio escreveu a sua obra dentro de uma linha da Filosofia Estoicista. O facto de ser autor de uma obra vasta não o impede de referir com total gratidão aqueles a quem ficou a dever a sua formação. Começa pelo seu avô (Vero) que lhe ensinou boas maneiras e a restringir a raiva. Ao pai ficou a dever um modelo de modéstia e de virilidade. À mãe (Domicia Lucila) deve o exemplo de piedade, de generosidade e de simplicidade. Ao bisavô deve os bons e hábeis mestres que teve em casa. Ao tutor (Antonino Pio) deve algumas regras de ouro: suportar o trabalho, não necessitar de muitas coisas, não se intrometer nos assuntos dos outros e não dar ouvidos a calúnias. Com Diogneto aprendeu a não se ocupar com coisas vãs. Com Rústico, com Epicteto, com Apolónio, com Sexto, com os dois Alexandres (o Gramático e o Platónico), com Frontão, com Catulo, com Severo, com Trásea, com Helvídio, com Catão, com Bruto e com Máximo – com todos aprendeu. O resumo possível em forma de síntese está nas palavras do próprio Marco Aurrélio: «Devo aos deuses o facto de ter tido bons avós e pais, uma boa irmã, bons mestres, bons servos, bons parentes e amigos». A editora «Ideias de Ler» integra o Grupo  Porto Editora e adopta o Acordo Ortográfico de 1990.

José do Carmo Francisco, escritor

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