
Colaborei de 1979 a 2006 em vários jornais desportivos – A BOLA, Record, Gazeta dos Desportos, Sporting e Desporto sem Paralelo – entre outros. Vi centenas de jogos de futebol ao longo de 27 anos de ser colaborador (primeiro) e redactor (depois) quando em 1997 passei a ter carteira profissional que ainda hoje mantenho e está válida até 2028. Sendo hoje o Dia do Pai de 2026 não é por acaso que os três jogos mais marcantes da minha vida apresentam a particularidade de eu ter a meu lado os meus três filhos. Vejamos caso a caso. Em 21-11-1981 vi o Sporting-Loures ao lado da minha filha Ana (n.1978) e o resultado foi 3-0 com golos de Oliveira (5 e 16 m) e Mário Jorge (80 m), Em 14-12-1986 vi o Sporting-Benfica (7-1) ao lado do meu filho Filipe (n.1981) sendo os golos de Mário Jorge (15 e 68 m), Meade (65 m) e Manuel Fernandes (50, 71, 82 e 86 m). No dia 8-5-1993, um sábado, vi ao lado da minha filha Marta (n.1985) o Sporting-Beira Mar resultado 3-1 com golos de Juskowiak (52 e 83 m) e de Cherbakov aos 62 minutos. Veio a bola de um canto marcado por Balakov na baliza do Lumiar no velho Estádio e sem deixar a bola bater no relvado, Cherbakov marcou um golo tão especial que até Acácio o guarda-redes do Beira Mar o veio cumprimentar. Esse golo está no poema «Um jogador nos braços da sombra» do livro «Os guarda-redes morrem ao Domingo» publicado pela Editora Padrões Culturais com prefácio de Dinis Machado. Em resumo – três filhos, três jogos três memórias mas fica tudo gravado. A Ana tinha três anos, o Filipe tinha cinco e a Marta tinha sete mas é tudo como se tivesse acontecido ontem. Ou hoje, o dia do Pai em 2026.
José do Carmo Francisco, escritor
