

NOSTALGIA
Alfred Lewis, 1967
A ray of sun plays tag along the street
And a dove, unseen, coos somewhere.
The sea-wind is sleeping. A taro patch
As women in church, bends at prayer.
Alone at her window
Maria da Caldeira reviews
A morning like this
When a boy in uniform
Marched by, and looking up, loved her
With eyes soft and dark as a water pool
Clucking against a lava stone…
Where was he now? Why had he nudged her heart,
Made her sweet with longing?
Would he come back one day?
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A bee, zooming a curve in the scented sky
Sounds persistent as a trumpet call
Fading as a dream, across the hill.

SAUDADE
Alfred Lewis, 1967 traduzido pela poeta RoseAngelina Baptista
Pela rua, um raio de sol brinca de pega-pega
e uma pomba invisível arrulha n’algum lugar.
Cochila o vento marinho. A horta de taro
pende como mulheres na igreja a rezar.
Sozinha na janela
Maria da Caldeira relembra
uma manhã como esta
quando um garoto em uniforme
marchava, e olhando para cima, dela se enamorou
com doce olhar, escuro como poça d’água
a pingar sobre uma pedra de lava…
Por onde ele paira agora? Porque atiçou seu coração,
e a fez terna de saudades?
Voltaria um dia?
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Uma abelha zunindo uma curva no céu perfumado
soa persistente feito toque de trombeta
se esvaindo em devaneio para além da colina.


