Cânticos do mesmo Sal

Era eu pequenino, contava-me meu pai uma história:


Havia um pássaro jovem
que gostava de voar, como todos os pássaros,
corria por cima das nuvens,
em grupo com outros pássaros;
quase não precisava de asas,
os sonhos levavam-no à parte mais luminosa do céu,
bem longe, bem acima das nuvens… só luz e brilho!
De vez em quando descia ao ninho,
saudades dos pássaros maiores
e das músicas cantadas juntos.
Mas logo seguia nuvem fora
enquanto outros saltavam de árvore em árvore.
Era o sonho… outro sonho…
Brincávamos aos aviões e aos pássaros
e já sabíamos o que os outros pássaros nos diziam!
Um dia voou… voou…
voou… e não voltou.
Dizem que se apaixonou por uma estrela!
Mas dentro de mim acredito que ele não partiu…
anda entre nós espalhando a luz
que aquela estrela amiga lhe deu.
E à noite dorme com a lua,
adivinha a hora a que nasce o sol e vai…
mas voltará na companhia dos nossos sonhos
e deitar-se-á na almofada ao nosso lado
sempre à espera de um sorriso!
Agora é ele que nos conta histórias
e escreve versos!

Todos somos pássaros
e escrevemos versos com sorrisos!

João S Martins – Maio 2024

Uma só língua, mil vozes: a poesia que atravessa oceanos e gerações.”

A nossa missão é reunir e difundir a poesia escrita em língua portuguesa, nas suas múltiplas expressões regionais e estilísticas. Queremos criar um espaço onde as vozes de diferentes tempos e lugares se entrelacem, celebrando a riqueza cultural, histórica e afetiva que a língua portuguesa transporta. Teremos clássicos e contemporâneos. Uma mescla de vozes de hoje com vozes de ontem.

Sonhamos com uma comunidade literária sem fronteiras, em que a poesia em português — de Lisboa a Luanda, do Rio de Janeiro a Díli, de Ponta Delgada a Maputo — seja reconhecida como património comum e universal. Desejamos que cada poema seja uma janela aberta para a diversidade e, ao mesmo tempo, para a unidade que a língua proporciona.

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