Um Olhar pelo livro AS RUAS DEMORADAS de Mário Machado Fraião por José do Carmo Francisco.


Este livro de 284 páginas integra diferentes livros publicados em vida pelo autor (1952-2010) sendo o mais recente póstumo (2011). Embora tenha vivido em Lisboa e no Estoril (foi professor) Mário Machado Fraião nasceu na Horta e com refere Victor RuiDores: «Não é impunemente que se nasce numa ilha onde a terra é pequena, o mar é quatro as linhas temáticas da poesia deste autor: memória insular, melancolia da distância, da ilha para o Mundo e a viagem mil vezes retomada. A chamada cor local é dada no poema da página 20: «Porque disseste /- anda ver o mar/ eu levara-te ao gin-tónico do Peter/ pra navegar contigo pela doca/como se fosses umaandorinha/perdida/no vendaval das ilhas». O poema da página 103 nasce de um encontro num bar: «O bar é um navio. Aqui os copos são sempre o começo duma viagem. De vez em quando uma mulher vem sentar-se à nossa mesa como quem pede licença para navegar». Um outro aspecto desta poesia é a forte presença da Música: «Escutava atentamente Manuel de Falla, depois Verdi, a Carmen de Bizet, a música sul-americana. E Carlos Paredes. E o jazz.» Mário Machado Fraião colaborou em vários jornais: O Telégrafo, Correio da Horta, Diário Insular, Correio dos Açores, Ilha Maior e Avenida Marginal. O título do volume pode estar na página 107 «dans le port d´Amsterdam as ruas demoram-se inclinadas» (Editora Instituto Açoriano de Cultura).
Prefácio e Coordenação Victor Rui Dores, Foto Renato Monteiro

José do Carmo Francisco, escritor/poeta.

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