
ÁLAMO, PORTA-TE COMO UMA FLOR POR ASSUNÇÃO MELO
Um dia Álamo ao recordar postumamente o pintor António Dacosta dedica-lhe um livro de poemas de título “António, porta-te como uma flor”. Com essa frase dissertava sobre a sabedoria da vida, como se vida nos ensinasse a ser como uma flor: frágil nas tempestades, vulnerável, desabrocha sem pressas, veem partir suas pétalas, mas no dia de sol abrem-se novamente a ele a colher os raios do prazer da vida. Singelo, delicado e aprazível assim é o nosso Álamo que joga às cartas no entremeio da escrita, dos poemas, do coro, dos enfeites e de tudo o que lhe pedem. Ele dá-se inteiro. Ele está presente só como ele sabe: sempre com um sorriso, que a vida já lhe deu a sabedoria suficiente para se comportar apenas como só se comportam as flores.
Assunção Melo, historiadora
